É preciso respeitar a América Latina


A América Latina sempre foi vista como uma espécie de "subúrbio do mundo", uma "fonte de recursos naturais e humanos" dos países desenvolvidos. A fome e a desigualdade social são consequências da intervenção dos países ricos, como os EUA, que desde a independência dos países latinos vêm dominando-os abertamente. Com o término da Segunda Guerra Mundial e o inicio da Guerra Fria, dois principais polos passaram a se opor: o norte-americano (capitalista) e o soviètico (socialista), com suas respectivas àreas de influência, constituídas pelos países que apoiavam esta ou aquela superpotência. A América Latina, que sempre esteve submetida aos caprichos americanos, passou a ser dominada de maneira mais visível a partir da década de 60.


A derrubada do governo de Bartista em 57, em Cuba, pela frente revolucionária liderada por Fidel Castro e The Guevara, foi duramente criticada pelo governo americano, que passou a impor sanções econômicas ao país, impossibilitando seu desenvolvimento. O avanço das idéias socialistas nessa região passou a representar uma séria ameaça aos interesses dos estados Unidos. Para que a revolução iniciada em Cuba não se espalhasse pelos demais países latinos, os Estados Unidos adotaram várias estratégias a fim de manter a sua influência sobre os países latino-americanos. Para tanto, o governo americano passou a incentivar a realização de golpes militares em vários países, como Brasil, Argentina e Chile.

Durante os governos militares, os EUA ampliaram sua influência na América Latina. Atualmente os EUA prosseguem em seus esforços para manter o continente como área dos seus interesses estratégicos. Momentaneamente, concentram suas atenções na desertatização de Cuba e da Revolução Bolivariana da Venezuela, no esmagamento da luta guerrilheira na Colômbia.



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