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Os caminhos do poder


É direito de todos os movimentos sociais, políticos ou religiosos, lutarem pelo crescimento de seus quadros e representatividade na sociedade, mas há que preço? Muitos, inclusive alguns entusiastas "esquerdistas" são fãs secretos da ideologia de Maquiável - "Os fins justificam os meios " -, ou seja, segundo Maquiável, não importa como se alcança o poder, conquanto que se alcance. Mas será mesmo que os fins justificam os meios? Ou os meios justificam os fins? O Socialismo não é um projeto como outro qualquer, ele possui uma história e uma imagem a preservar. Nenhum comunista, por mais que ansei por mudanças e transformação social, deve cair no erro de Maquiável. Essa frase pode ser significativa para os movimentos de direita, mas não para nós.

Infelizmente alguns parecem caminhar por uma via contrária, se aliando a pseudo-esquerdistas e caindo no mesmo erro da politíca tradicional. Ao que parece, o interesse de alguns não é mais fazer política para o povo, mas sim para si mesmos. Nas reuniões e assembléias partidárias não se discute mais projetos de governo, mas sim estratégias de campanha. O interesse hoje parece ser apenas fazer candidato, nada mais. Cada um que leve sua própria bandeira.
Existem inúmeros partidos de "esquerda", mas poucos fieis a ideologia socialista. São apenas partidos de aluguel, servindo aos interesses da classe dominante. O mais interessante é que alguns, seja por inocência ou conveniência própria, são discípulos das idéias de Voltaire -"Não concordo com nenhuma palavra que você diz, mas defenderie até a morte o seu direito de dizê-las ". São tolos úteis nas mãos da burguesia estadinense. Sabem que há algo de errado, mas nada fazem para mudar a situação. É o jogo do poder - dirão alguns. Afinal, os fins justificam os meios.


É preciso respeitar a América Latina


A América Latina sempre foi vista como uma espécie de "subúrbio do mundo", uma "fonte de recursos naturais e humanos" dos países desenvolvidos. A fome e a desigualdade social são consequências da intervenção dos países ricos, como os EUA, que desde a independência dos países latinos vêm dominando-os abertamente. Com o término da Segunda Guerra Mundial e o inicio da Guerra Fria, dois principais polos passaram a se opor: o norte-americano (capitalista) e o soviètico (socialista), com suas respectivas àreas de influência, constituídas pelos países que apoiavam esta ou aquela superpotência. A América Latina, que sempre esteve submetida aos caprichos americanos, passou a ser dominada de maneira mais visível a partir da década de 60.


A derrubada do governo de Bartista em 57, em Cuba, pela frente revolucionária liderada por Fidel Castro e The Guevara, foi duramente criticada pelo governo americano, que passou a impor sanções econômicas ao país, impossibilitando seu desenvolvimento. O avanço das idéias socialistas nessa região passou a representar uma séria ameaça aos interesses dos estados Unidos. Para que a revolução iniciada em Cuba não se espalhasse pelos demais países latinos, os Estados Unidos adotaram várias estratégias a fim de manter a sua influência sobre os países latino-americanos. Para tanto, o governo americano passou a incentivar a realização de golpes militares em vários países, como Brasil, Argentina e Chile.

Durante os governos militares, os EUA ampliaram sua influência na América Latina. Atualmente os EUA prosseguem em seus esforços para manter o continente como área dos seus interesses estratégicos. Momentaneamente, concentram suas atenções na desertatização de Cuba e da Revolução Bolivariana da Venezuela, no esmagamento da luta guerrilheira na Colômbia.